Livingstone

Livingstone é uma cidade que se localiza no Sul da Zâmbia e é uma das fronteiras com o Zimbabwe (Victoria Falls City). Essa região é bastante conhecida pela Victoria Falls, uma das maiores quedas d'água do mundo e que hoje em dia é considerada uma das 7 maravilhas naturais. As cataratas tem uma vazão média de 1 milhão de litros de água por segundo e é protegida pela UNESCO. A fronteira entre a Zâmbia e o Zimbabwe é limitada pelo Zambezi River, o quarto maior rio da África que passa por 6 países.

Pela cidade de Victoria Falls (Zimbabwe) e Livingstone (Zâmbia) estarem "dividindo" um ponto turístico em comum, algumas atividades dessa região implicam em atravessar a fronteira entre esses dois países. Além de vias aéreas e marítimas, o transporte terrestre é uma das opções mais viáveis para atravessar a fronteira. Porém, como disse anteriormente, é necessário algumas taxas alfandegárias para entrar no Zimbabwe e vice-versa. Como essa região de Victoria Falls é extremamente turística, existe a opção de comprar um visto de um dia para trocar de país (30 dólares por pessoa), sendo assim, obrigatório a voltar para o país em que está hospedado depois de 24 horas.

Quando estive nessa região, fiquei hospedado no Royal Livingstone Hotel na Zâmbia. O hotel é bastante luxuoso e possuí uma arquitetura e decoração influenciada no estilo britânico. Ele fica localizado nas margens do Zambezi River e apenas 10 minutos a pé do "The Victoria Falls World Heritage Site". Um aspecto curioso desse hotel é que ele possuí alguns animais soltos pelo jardim, como por exemplo: Zebra, Impalas, Girafas e Macacos. 

Aqui segue um mapa dos principais pontos ao redor de Victoria Falls:

Localmente em Livingstone, a Victoria Falls é conhecida como Mosi-oa Tunya que significa "A Fumaça que Troveja". Essa expressão se refere também a um dos parques nacionais de Victoria Falls e a estrada que liga Zâmbia-Zimbabwe. Os dois conjuntos de parque que formam a região das cataratas, Mosi-oa Tunya National Park (Zâmbia) e Victoria Falls National Park (Zimbabwe) são protegidos pela UNESCO. Para quem ficar hospedado no Royal Livingstone ou no Avani resort (um hotel ao lado), existe uma caminhada de 10 minutos em que da para chegar em um mini parque nacional (The Victoria Falls World Heritage Site) onde há vários pontos de observação das cachoeiras. Para quem está hospedado em um desses hotéis a entrada é de graça, mas para quem não está é necessário pagar uma taxa de 15 dólares.

A maioria dos passeios de Livingstone e de Victoria Falls city são voltados para as cataratas e muitos deles são esportes radicais, como por exemplo: Rafting, Tirolesa, Bungee Jump, Swing jump etc. Outros tipos de passeio são: passeios de helicóptero, Devil's Pool, parque dos répteis, canoagem, city tour, safari próximo a Livingstone etc. Recomendo reservar a maioria dos passeios diretamente no hotel que for se hospedar, que geralmente incluem transfers e alimentação.

O único passeio que necessita ser reservado com meses de antecedência, é a Devil's Pool: uma piscina natural na beira da Victoria Falls. Este passeio é um dos mais famosos da região e só é realizado por somente uma empresa. Infelizmente não sabíamos que o passeio era extremamente requisitado e tinha meses de espera. Sendo assim não conseguimos visitar a piscina.

Esses passeios de mais adrenalina, além da tirolesa, eu não fiz por ser muito intenso para mim. De qualquer forma posso contar um pouco de como funciona. 

  • Rafting: O Rafting (nível 5) é pelas águas do Zambezi River, logo no fim da Victoria Falls, onde a água ainda é bastante agitada e tem algumas quedas. 
  • Bungee Jump e Swing Jump: A diferença entre os dois é que no Bungee Jump voce pula do penhasco e fica subindo e descendo. O Swing Jump voce pula do penhasco e fica balançando de um lado para o outro.

O Gorge Swing é o nome do maior Swing Jump que tem na Zâmbia, onde do lado tem uma tirolesa.

Dois passeios mais tranquilos que recomendo fazer são:

  • River Safari (Safari no rio): Fechamos este passeio por fora do hotel com a empresa Bushtrackers River Safari. Fizemos um passeio subindo o Zambezi River de barco para ver o por do sol e procurar alguns animais aquáticos (hipopótamos e crocodilos) e aves. O ponto de entrada do barco é no Zimbabwe, desta forma tivemos que cruzar a fronteira.
  • Reptile Park: É um mini parque de répteis onde a principal atração são os crocodilos. Eles ficam em uma gaiola aberta ao ar livre e voce vai fazendo um caminho por cima de uma ponte. 

A cidade de Livingstone foi fundada em 1905 pelos ingleses e a independência da Zâmbia ocorreu somente em 1964. Por conta desse atraso, a cidade juntamente com o país não se desenvolveu o suficiente. Desta forma, o centro de Livingstone não tem muitas atrações turísticas. A maioria dos passeios que fazem city tour é através de ônibus e um guia explicando a história da cidade. Quando fiz, passamos principalmente pelo Maramba Market e o Livingstone Museum. 

  • Maramba Market: é onde os locais fazem as compras diárias. Por respeito, não tirei foto do lugar. 
  • The Livingstone Museum: Um museu que conta a história da evolução e da colonização dos ingleses da cidade de Livingstone comandada pelo explorador David Livingstone.

Um passeio que não recomendo fazer é o The Royal Livingstone Express, um trem que sai da cidade de Livingstone e vai até a Victoria Falls Bridge. O percurso acontece no fim de tarde e é seguido por um jantar estilo menu degustação. A Victoria Falls Bridge é a ponte em que fica o Bungee Jump e a fronteira da Zâmbia-Zimbabwe. Como o trem parte da Zâmbia, nós paramos bem no limite entre os países. O que não gostei deste passeio é que nós andamos de trem por apenas 15 minutos e depois ficamos parados por volta de 3 horas até que todos acabassem de comer.

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